10/01/2016

Fim de semana de caquinha!




Há aqueles dias em que acordamos com nuvens na cabeça. Aconteceu-me este fim‑de‑semana.
Vamos por pontos, para poderem escolher qual foi a nuvem maior:

- Na sexta à noite deito-me com uma dor de garganta que tinha o milagre da multiplicação e que fez o favor de estender a agonia a todo o corpo.
Acordo de madrugada com dores insuportáveis.
Tenho a peculiaridade de ficar maldisposta e de vomitar quando tenho dores, portanto poupo-vos aos pormenores porque já sabem o que aconteceu.

- Tive frio durante todo o dia. Andei de pijama, polar, cobertor e aquecimento central. O meu marido estava de t-shirt. Acho que ele deve estar doente mas só ao final da tarde é que percebo que estou com febre. Sou capaz de cheirar a febre dos meus filhos (literalmente) mas demoro 11 horas para perceber a minha. Smart girl!

- Vou de urgência para o Osteopata. Levo uma tareia de 2 horas. Diagnóstico: uma vértebra deslocada, um desnível de 5 mm na perna direita, o que significa que tenho de usar uma palmilha de compensação no pé direito (sexy, hein?!), o fígado está gordo (!!!) pelo que tenho de fazer um detox e, por fim, muita tensão e stresse acumulado.

- A dor insuportável nas costas passou (já só estou altamente dorida) mas a da garganta não.
Então no domingo de manhã vou às urgências. Diagnóstico: amigdalite muito avançada, quase a fazer um abcesso. Não vale a pena tomar antibiótico, vai ter mesmo de ser uma injeção de penicilina. Claro que sim!! (Digo eu, que da última vez que tomei uma fiquei com a perna presa e sem me conseguir sentar durante 2 dias). Não tive hipótese...rabo ao léu e pumba!
Desta vez correu bem (valha-me isso). Mas na quarta-feira há mais...

- Para rematar: o meu filho diz-me que viu uma imagem de um menino que parecia estar grávido, tinha um bebé na barriga. Explico-lhe prontamente que há países em guerra, que há meninos que passam fome...
Ele olha com um ar assustado para mim e diz-me: "mas mãe, o bebé estava fora da barriga do menino. Ele estava a segurá-lo em cima da sua barriga". Afinal ele tinha visto uma imagem fofinha e ternurenta. E eu espetei-lhe com a dura realidade do nosso mundo que é para ele abrir a pestana.
Nada melhor do que um pequeno trauma para acabar o fim‑de‑semana!

E amanhã é segunda-feira!!! Yupiiiiii!!!!!

Rita

18/12/2015

Como sobreviver a todas as festas Natalícias?

Se começaste a ler este texto à procura de uma resposta, lamento, mas vieste ao engano. Isto é, de facto, uma pergunta. Como é que se sobrevive a todas as festas de Natal das escolas dos filhos, jantares com amigos, almoços da empresa, lanches com amigos e reuniões familiares sem fim?!
Não há agenda que aguente tanta marcação, nem dias com horas que cheguem! Sobretudo quando a todos estes eventos antecede o ter de cozinhar um petisco de Natal para partilhar, e uma ida às compras para arranjar um presente ou lembrança para todas as pessoas a quem gostamos ou "temos" de oferecer um presente.

Eu cá não gosto da obrigação de oferecer. A partir de dia 1 de Dezembro não entro mais em shoppings, compras de supermercados só em lojas de rua, e prendas a comprar é numa das dezenas de Feiras e Mercados de Natal que proliferam nestas alturas.
Adoro oferecer presentes, premeditando cuidadosamente o quê para quem. Os meus presentes trazem sempre uma mensagem clara sobre o que quero dizer a essa pessoa.
Como se já não bastasse o Natal agora começar em Outubro, mesmo antes do São Martinho e do Dia das Bruxas, a urgência e a compulsão das compras de Natal deixam-me o já estafado espírito de Natal muito em baixo. De modo que todas estas festas Natalícias em causam uma enorme ansiedade, não quero falhar com ninguém com a minha presença e atenção, mas não sei mesmo como irei sobreviver a todo este stresse sem ter de me internar num spa após o Natal.
É que, a ver pelo que ando a gastar com tudo isto, não vai sobrar um eurito para a tão desejada sessão de relax e detox pós festas...

N.



11/12/2015

Ai, os 6 anos!

Ser mãe foi, para mim, uma luta, uma batalha que venci, pois hoje tenho-te a ti, minha sardanisca, (é assim que lhe digo, "és a minha sardanisca linda") .
Antes de ti, perdi uma gravidez gemelar. Foi extremamente duro mas hoje penso que existiu algo para aprender com a perda dos meus meninos.
Não deveria ser a hora certa, algo não estaria bem. Deus tinha outros planos para mim.
Por tudo isto e mais algumas coisas, o dia em que o teste de gravidez deu positivo foi um misto de loucura boa e pânico, simultaneamente.
Hoje tens 6 anos e cresces a olhos vistos. O tempo corre!
O esforço para te acompanhar no dia-a-dia e nada te faltar é brutal, mas faço tudo para que não o notes, nem sintas nenhuma diferença relativamente às outras crianças, por seres filha de pais separados. Só que, por vezes, sinto que falho, pois há respostas que me dás que são como um tiro no coração. Não ouves nada do que te digo, repito as coisas trezentas vezes... Será que não assimilas nada?! Onde estou a errar? O que devo fazer para que me ouças e faças simples tarefas?...

Há dias duros na maternidade. Nem tudo são rosas. Mesmo assim vale tanto a pena!
Vales qualquer ruga, qualquer cabelo branco, qualquer insónia.
Amo-te filha!

Xana


10/12/2015

Carta ao meu filho

Hoje fazes 6 anos. Seis anos.
Não sei como é que isto aconteceu, ainda no outro dia te estava a sonhar, imaginando como serias, e de repente já caminhas à minha frente, sem me querer dar a mão.
Sinto que foi ontem que te acariciava na minha barriga, pensado se terias os olhos do azul índico onde foste concebido ou se seriam castanhos como os meus. Torcia para que nascesses com a paixão do teu pai pelo mar, para o acompanhares, e o meu amor pelos animais, para que eu me pudesse orgulhar.

Num instante, já estavas cá fora e eras um bebé carequinha, lindo como aqueles de revista, e eu babava-me de cada vez que olhava para ti. Não me cansava de te contemplar e de sorrir para cada uma das tuas gracinhas, uma nova e deliciosa conquista a cada dia.
Dei graças a Deus por cada etapa ultrapassada, sem cólicas, bronquiolites, escarlatinas nem piolhos. Acima de tudo, agradeci cada dia livre dos prognósticos que te fizeram à nascença.

Depois começaste a rastejar, parecias um soldadinho em treinos militares, e antes de gatinhares já estavas em pé, correndo como um pinguim desequilibrado. Um dia, enquanto imitávamos os sons dos animais, gritaste "a bola!", e depois chamaste pelo "cãummmmmmm", e só tempos mais tarde tivemos o privilégio de te ouvir chamar por nós: "mamã", "papá", as palavras mais doces que tínhamos escutado.

Uma escola e depois outra. As primeiras festinhas dos amigos, as festas da escola, tantas novidades! Educadores que viraram família e nos ensinaram a relaxar enquanto pais. Pessoas que assumiram a dura batalha de te dar sopas e de te fazer o desfralde quando a sanita ainda era um papão.

Muitos passeios, várias viagens, a certeza que não negas a tua paternidade e que serás sempre um excelente companheiro de aventuras.
E, afinal, não tens os olhos azuis do teu pai, nem castanhos como os meus. Tens os olhos verdes e sonhos só teus. Se os animais sempre foram a tua perdição, já o interesse pelo surfe tem demorado mais a chegar, mas aos poucos vais lá.
Não sei se vais ser veterinário, astronauta ou carteiro. Ainda estás indeciso, é natural... O que eu sei é que, sejam quais forem as tuas ambições, tenhas 6, 16 ou 66 anos, a mãe vai sempre, sempre estar aqui para te ajudar a concretizá-las... Ainda que, pelo meio, tenha que te dar uns valentes puxões de orelhas.
Pois, faz parte. Os ralhetes, as zangas, a frustração, tudo isso faz parte da árdua missão de educar, que uns dias nos deixa cansados e com a sensação de que estamos a fazer tudo mal, e noutros nos eleva a uns estado de quase levitação por um orgulho e amor transcendentes.

Tu não tens sido um miúdo fácil ou se calhar eu é que sou uma mãe complicada, mas uma coisa sabes que é garantido: o meu amor por ti, faças o que fizeres.
E é por isso que te perdoo de já ires fazer 6 anos, de teres dado corda à tua infância e a fazeres passar a mil à hora, quase sem me dar tempo de a aproveitar. Eu perdoo-te, mas não te largo. Sei que já não gostas de beijos à porta da escola, nem de abraços demorados, que te irritas de te tratar por "bebé", mas disso eu não abro mão. Temos pena, vingas-te na adolescência!

Parabéns meus Amor!

N.

27/11/2015

Terapia de grupo (com bolinha vermelha)

Solteiras, casadas ou divorciadas, com relações mais ou menos apaixonadas, a verdade é que todas as mulheres precisam de um pouquinho de fantasia nas suas vidas para apimentar a sua sexualidade. 
Isso mesmo, sexualidade. Porque a maternidade não nos deixa menos sensuais e sedutoras, nem tão pouco nos deve inibir de continuar a explorar a nossa sexualidade, ainda que em decibéis mais reduzidos para não acordar a criança que dorme no quarto ao lado. 

E foi por isso que, uma destas noites, demitindo-nos temporariamente dos nossos afazeres familiares, fintámos o sofá, demos um beijo de boa noite à malta lá de casa, e reunimo-nos em casa da Xana, para uma reunião feminina, regada a vinho e uma dose generosa de chocolates, para desinibir quaisquer tabus ou preconceitos.
Chamámos a Cláudia e com ela a promessa de uma noite de grande risada e aprendizagem. 

Como se de um espetáculo se tratasse, em jeito de stand up comedy misturado com manual de instruções ao vivo, assistimos à apresentação de um conjunto de artigos, que se nos revelaram como um incrível mundo novo.
Cremes de corpo comestíveis com sabor a chocolate, morangos e champanhe ou maracujá, que nos torna irresistíveis para sermos beijadas infinitamente; velas que, uma vez derretidas, se derramam sobre o corpo, transformando-se em óleo de massagem, quente e perfumado; lubrificantes com sabor a mojito (uma piela à prova de grávidas ou lactantes); uma espuma crepitante de massagem, capaz de arrepiar os/as mais insensíveis, numa explosão tipo Petazetas; incensos com feromonas, para atrair os companheiros mais distraídos; vibradores com os mais variados e estranhos formatos, para diversos gostos e finalidades; chicotes para nos armarmos em dominadoras (e também para explorar outras sensibilidades), géis com efeito quente e frio, para intensificar o prazer; entre outras apetecíveis malandrices.

Só sei que estes brinquedos garantem, na pior das hipóteses, uma boa dose de diversão e experiências na cama (ou fora dela!) que ficarão, certamente, para a nossa história pessoal, na categoria "Eu já fui a uma Maleta Vermelha" - e adorei! 

N.




06/11/2015

TGIF (thank God it's Friday!)

Sempre tive uma vida social animada. Nunca fui muito de sair para discotecas mas, até engravidar, era rara a semana em que não tinha um jantar com amigos, em casa ou num restaurante da moda. Sendo os amigos a família que escolhemos, são uma parte muito importante da minha vida, e não foi o casamento ou a maternidade que mudaram a necessidade de estar com eles. Claro que os jantares e as saídas ficaram mais espaçadas e condicionadas aos horários da família, mas lá em casa fazemos por respeitar a individualidade de cada um, e isso significa que, à parte dos momentos familiares e em casal, cada um tem o seu tempo para o desporto, para ir ter com os amigos, ou para estar simplesmente sozinho.
Não é fácil conjugar horários mas faz-se por uma questão de sanidade mental. E, para mim, é imperativo uma vez por semana estar com as minhas amigas, seja num pequeno-almoço apressado na cafetaria que fica entre as escolas dos miúdos, num lanche caseiro ao Domingo, num café em modo de fuga de uma ensurdecedora festa infantil, ou num jantar com direito a teatro ao Sábado à noite. Isto é a minha terapia, as gargalhadas que soltamos juntas são o meu anti-depressivo.
Falar dos disparates dos miúdos, cascar nos maridos, gozar com as nossas próprias figuras ou simplesmente jogar conversa fora, naqueles assuntos que só gajas entendem. Não há melhor forma de aliviar o stresse do dia-a-dia que dividir com as pessoas com quem nos identificamos as nossas aventuras e desventuras.

Mas à quinta-feira o meu foco já só está no momento em que na sexta à noite chego a casa, visto logo o pijama e como um frango ou pizza de take away mesmo no sofá, onde nos refastelamos de seguida, bem aninhados uns nos outros até adormecer (o que geralmente acontece 10 minutos depois).
De modo que quando me convidam para uma saída sexta-feira à noite a minha primeira reação é "Não". E a segunda é "não vai acontecer, não contem comigo". E, se na insistência ainda me tentam convencer com argumentos como "vai ser giro, vamos a uma discoteca dançar", então isso é o mesmo que oferecer-me uma viagem de metro à hora de ponta, como disse a minha amiga Rita, numa conversa a propósito disto de sair à noite.
Mas pronto, depois lá desço do chinelo de mãe acabada, coloco o vestido das saídas noturnas (que já cheira a bafio, tal é o tempo em que está arrumado) e enfio na mala a bolsa das pinturas para logo, após cinco cafés, me embonecar para ir jantar, tomar um copo e, qui çá, abanar o esqueleto agarrada às amigas que tão bem me fazem.

(N)
 

01/11/2015

Não gosto que os meus filhos façam anos.

Sou a pessoa mais lamechas que conheço: no dia seguinte ao casamento fiquei triste...porque tudo o que envolveu e antecedeu aquele dia foi tão único e intenso que sabia não vir a repetir.
Aconteceu-me mais ou menos a mesma coisa quando fiquei grávida e depois quando tive o primeiro filho.
E acontece-me em muitas outras coisas e momentos da minha vida.
Sou apegada a coisas, a momentos e às minhas pessoas.
Lembro-me com saudades (tantas saudades) de quando eles eram pequeninos. De quando cabiam inteirinhos no meu colo. De quando me davam beijocas sem vergonhas.
E apetece-me que o tempo volte atrás. Ou que pare agora e não avance mais.
O tempo voa. Passa num ápice. E eu fico meia desorientada. Acho que não o consigo acompanhar. Faço mil planos para o futuro mas vivo muito presa ao passado e às memórias que ficaram.
Amanhã o Afonso faz 6 anos. Vou ficar muito feliz por ele já ser um homenzinho, por ver que tem tantos amigos, por estar feliz, por estar comigo. 
E vou chorar de saudades pelo meu bebé. Pelos caracóis desgrenhados que deram lugar a um cabelo arranjadinho, pelo jeitinho doce com que se aninhava no meu colo e pela forma subtil com que à noite se esgueirava para a minha cama.
E vou agarrá-lo com força. Várias vezes. Vou dar-lhe beijos. Aos montes. Vou dar-lhe colo. Mesmo com ele a espernear para sair.
E vou dizer-lhe que o amo até ao infinito...e muito mais além!
Parabéns filho!!!

Rita